Domingo, 4 de Abril de 2010

Simples


O café negro pousado sobre a mesa, com o seu esplendor a fumegar. O açúcar amarelo revela ainda mais a sua faceta misteriosa da concentração. O cigarro enrolado, queimando entre meus dedos e em cada inspiração, revelam-me histórias e sensações de tranquilidade absoluta.
Uma e quarenta da manhã, e no meio desta calma noite de inverno, o gosto de sentir o confortável espírito da solidão. Apenas eu e o meu ninho de conforto, predispostos a esperar a madrugada, como quem dorme no sofá...

Segunda-feira, 22 de Março de 2010

Primeiro Texto


Hoje não estás para aí
Vai começa
Eu já comecei, estou só à tua espera
Sabes, ainda estou à espera de um momento para citar o que quero
Cita, cita o que te vai no coração, o que carregas nos olhos pesados.
Carrego sono (entre risos) e uma vontade de dormir com esta musica.
Deixas-me sem palavras.
Foda-se, coça os gizos, e diz-me de tua justiça.
Eu gosto, até porque hoje é domingo, mas apetece-me escrever
Então escreve, escreve o que sentes, o que ouves, o que vez, mas escreve.Porque escrever é a voz da alma.
Não posso escrever sobre alma, porque essa palavra é roubada. Está presa em mim, dentro de um baú velho que não  quero abrir.
Liberta-te, e abre-te para o mundo, não te feches nesse canto de solidão profunda.
Não é solidão, solidão é estar ausente, ficar fechado para o mundo. São memórias, são mágoas que não quero despertar,
Solidão não é estar sozinho, não é fechar-te nesse mundo de palavras profundas que só te fazem mal, Cita-as com sentimento com que as sentes.
Não preciso de palavras para sentir. Palavras escondem as verdades as verdades escondem-se com palavras. Sentir é amar, amar é trepar ao topo e acenar,,,, Eu hoje acenei....
Então ama e não te feches, abre-te, liberta-te e deixa-te levar.
Mas por vezes o vento sopra frio, bate-me gelado no rosto, perco o norte, perco as histórias. Por vezes tenho medo de amar, de voltar a varrer os cacos....
O medo é muito, mas o amor é maior. E para ti só interessa o sul.
Eu sei que sou diferente, eu sei que remo contra  a corrente e se um dia a madeira estalar eu remarei com os braços. Nada é muito quando se ama,,,,
Então faz-lo sente-o, demonstra-o e ama-o, tal como aquele objecto que pode ser o que tu queiras. Esse sentimento pode ser ainda mais, é só lutar, amar ainda mais.
Do arame contorcido fizeste uma estátua, um memorial de ti, de ti para mim, para que fique gravado o momento. Momentos são sorrisos, são suspiros e um colo de mãe, momentos são amor e amar é rasgar a pele e vestir o seu sorriso,,,,,
De mim para ti, esse amor passou, de ti para ela irá passar, diferente sim,Mas é amor.
No amor também à diferenças, no amar também há solidão, existem momentos de espera, como estações de duvidas, medos e outras viagens loucas. Amar é loucura que só os loucos entendem, tudo nos faz andar ao contrario, sorrir por entre lágrimas. Saber esperar com carinho é fogo que nos consome, porque sabemos que o abraço chegará. São voltas e chegadas, são pontos e partidas, na espera de um abraço.
Tu sabes o que fazer na altura mais certa, pode não ser já. pode não ser agora, mas é no momento certo, no momento menos esperado esse sorriso, essas lágrimas de alegria vão voltar a nascer.
Porque nascer é de criança, crescer é de criança, assim como viver, amar é viver,,,,,,,,E nós vamos viver.
Tu vais viver, eu vou viver, cada um à sua maneira, mas juntos, no mais longínquo caminho, vamos ser felizes, sempre contigo meu irmão.
Que venha a noite e nos separe, que venha a foice que nos colhe. Venha a morte buscar-nos, até que a morte nos separe caminharemos lado a lado.
 Até amanhã!
Até amanhã.
 
HN Lda

Terça-feira, 9 de Março de 2010

Amar


A humidade arrefece-me os pés. Escrever, escrever apenas porque as palavras me saem quase de graça.
Obra arrojada essa, febre destemida que apodera o poder de meus dedos. Todos nos pedem sempre algo em troca. Retribuição de um gesto, a luz de um olhar. São os olhos que falam por ti e por mim. Falam quando as palavras são segredo, quanto todos nos olham sem nos ver, eles não sentem como nós. Não devem sentir as frases poéticas que te sussurro ao ouvido a meio da dança apaixonada de amanhã. Amanhã será dia. Um dia como este que vivi na esperança, esperança de te ver, de sentir teu corpo, as mãos nas minhas mãos. Eles não sabem do cheiro que roubo de tua pele. Não sabem porque os olhos deles não pagam as nossas noites. Os olhos deles não vêem para além de um sorriso teu e meu. Eles não vêem o nosso, o nosso olhar secreto, esse nosso olhar tão nosso só.
Perto de ti não há distancia, não à tristeza nem ausência. Essa ausência que passou, mas que chegou a trazer tudo para ficar.
Curaste-me os males e as dores de alma.
Tanta tanta vez, em tanta tanta palavra, eu escrevi e reescrevi as saudades de ti apenas com uma palavra. Alma a palavra que repito como fado privado. Repito hoje, repito a amanhã, porque se alma me falta, haja alma que me recomponha. Haja força que me levante, que me ergue do chão, que me tire a cara da lama.
Hoje estou cá em cima.
E hoje grito perante vós, perante ti olhar meu. Hoje grito o quanto amo essa mulher, hoje amor, hoje digo-te que te amo.
Porque amar é verdade literária. É verdade nos livros, nos filmes.... Na musica.
Já foi dito
Já foi escrito
Já foi filmado
Cantado e dançado
Mas hoje sinto.
Hoje eu grito que te amo.....
Porque o amor ainda existe, e hoje..... Existo eu


Pago-te com os olhos, porque as palavras são de borla.

Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010

22

 

 
"Tivéssemos nós mais 20 anitos, e talvez o Clube dos Poetas Mortos fosse:
O clube do Titanic , 40 litros de cerveja, um e meio de Coca-Cola!"


Abraço

Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

Velho


O avô passou-lhe ligeiramente a mão no cabelo.

-Não vais ter sempre a mesma idade. 
Quando chegar o dia em que duvidares da sorte por teres falta de sorte, ou porque o teu “manel” já não te responde da mesma maneira. (parou de falar por breves momentos)
 Quando nesse dia duvidares,se vais ou não estender a gaja no colchão e tiveres que optar antes de sair. 
 Quando tiveres que optar, por punheta ou eventual foda na gaja.........(mais um gole no bagaço.)
...Opta por punheta, essa é garantida, a gaja depois se vê.
 Mas foda que não mandes nunca mais mandas! Essa nunca mais mandas!
 Prepara-te bem neto meu, esta é a face da vida! A verdadeira face da vida
Podes ir para a cama. Lava bem os dentes!

Breve Conclusão
Sobre os preservativos estamos fartos de saber
A verdade ninguém nos conta!

Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010

Pedido (a teu)

Dizes-me sempre que queres roubar aquilo.
E apetece-me sempre censurar-te.
Até porque aquilo não é cena para roubar.
Para te ser sincero nunca lhe vi grande estaleca, na verdade, para mim aquilo nem me diz nada.
Mas... talvez por tua tal insistência nesse tal gamanso, eu confesso (mas confesso baixinho para mais ninguém ouvir) já por 2 ou 3 vezes (vá, 4 no máximo), já imaginei aquilo (lembra-te de que estou a falar baixinho), vestido de boneca, ou pintado com cores à escolha da outra (ela para alem de escrever também pinta bem!), num sitio nosso, assim a pousar tipo trofeu! Pimba a nossa estátua, ali bem naquele sitio de destaque! A cena que banhamos a alguém que mora a um pedaço de madeira de distancia!
Mas....
Penso sempre que o melhor é deixar lá o mono onde está, mesmo sabendo que nunca ninguém iria dar por falta....

Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

Castelo de areia. (Novela para Andreia)


O sol de domingo espalhava na praia a alegria dos emigras, passeando semi nus o "orgulho Francês".

Ele, viu dois olhos azuis, brincando na areia, o cabelo ondulado dela bateu-lhe forte no coração.
(aproximou-se com um sorriso)
-Posso brincar contigo?
Ela não gostava de estranhos no interior das masmorras do seu castelo de areia. Ela,olhou o rapaz com desdém e sem medos disse:
-Não!
Ele, ignorou os avisos da princesa, agachou-se no chão e pegou a concha estrela enchendo-a de areia.
Ela, franziu as sobrancelhas, corou as bochechas. Pegou na pá vermelha e quase sem apontar acertou em cheio no nariz do rapaz.
Ele, abriu os olhos em espanto, e sem ponta de vergonha chorou...
Ela voltou à construção e ele ao conforto do colo da mãe...
-Ela bateu-me... (disse em soluços)
-Deixa filho, as mulheres por vezes agem assim...
Ele, recuperou as forças lambendo um gelado, foi até ao fundo do copo pegou na pastilha e meteu-a na boca.
-Mãe, vou voltar e pedir desculpa!
Ele, voltou-se a chegar ao castelo e parou. Olhou para a miúda com um estranho sorriso e nada disse...
Ela, olhou para ele confusa,mas ele não falou...
Ele, pegou no orgulho, nas lágrimas, na pele ferida do rosto e cerrou os punhos. Arrancou em corrida castelo a dentro e com um pontapé derrubou a masmorra principal!
Ela, chorou um mundo de lágrimas...
-Eu só queria brincar contigo...


O amor tem destas coisas.